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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Vida de Atleta - História Real

Meus amigos, quero compartilhar com vocês um momento histórico em minha "vida de atleta".
No último final de semana, dias 03 e 04/12, fui para Belo Horizonte correr a Volta Internacional da Pampulha (18 km).
Quando meu amigo Douglas Oliveira Carvalho me convidou para essa aventura, ele me disse que seria um momento histórico em nossas vidas, mas confesso que não acreditei. Foi minha segunda corrida de longa distância.
Acordamos no domingo bem cedo e fomos para o local da corrida. Eu estava animada e um pouco mais bem preparada de quando fiz a meia maratona da Asics no mês de agosto. Nos primeiros kilômetros senti o tempo abafado, o sol estava um pouco quente, mas durante o percurso também havia vários locais com árvores e sombras.
Logo na largada o amigo Chiquinho Ferreira me avistou, passou por mim e nos desejamos boa corrida. Se tivéssemos combinado, não teríamos nos encontrado no meio daquela multidão.
Mais ou menos no km 10 o amigo Anderson Novaes também passou por mim e trocamos cumprimentos.
Por volta do km 12, confesso que desanimei. Eu tentava não pensar nos kilômetros que faltavam para terminar. Tive uma semana que antecedeu a prova bem difícil, estive gripada e ainda não estava recuperada 100%. Foi mais ou menos nesse instante que o amigo Aldo Silva também me encontrou e veio me cumprimentar. Ele disse que também estava meio ruim, gripado, enfim, perdi totalmente o controle emocional e comecei a chorar. Sentia dores pelo corpo, um desânimo que nunca tinha sentido antes em corrida alguma. Foi quando o amigo Aldo foi conversando comigo, dizendo palavras animadoras, me dando forças para não parar. Ele me perguntou se eu estava preocupada em fazer um tempo bom na corrida? Eu respondi que não. Ele me disse: Fabbri, a medalha nós já temos garantida. Então foda-se, não vou te largar até o final da corrida. E assim fomos até o final, lado a lado, correndo, chorando, e se não fosse o meu amigo Aldo, com certeza eu teria caminhado os 6 km faltantes para terminar a corrida. Quando cruzamos a linha de chegada desabei a chorar, nos abraçamos, a esposa dele, Luciana, estava esperando ele na chegada e por fim, veio uma repórter da Rede Globo e começou a me entrevistar. Eu mais chorava do que respondia às perguntas dela. Todos que me perguntaram até agora o que eu disse para a repórter na entrevista, eu respondi que não me lembro, pois eu mais chorava do que falava. Ainda não encontrei o vídeo na internet, mas se eu encontrar, encaminho aos amigos. Passei o domingo quase o dia todo chorando, os olhos sempre enchiam de lágrimas sempre que lembrava de todos os momentos que vivi. E agora redigindo esse e-mail, não é menos verdade que também as lágrimas estão escorrendo pelo meu rosto.
Estou mais feliz ainda porque eu havia previsto completar a prova entre 2h15m e 2h20m. Mesmo com meu desânimo, completei os 18 km em 2h07m.
E o amigo Aldo, mesmo me acompanhando com passos de tartaruga, disse que conseguiu terminar a prova em menos tempo do que ano passado. 
Decidi compartilhar com meus amigos esse testemunho como forma de incentivo a todos vocês. Sei que eu não sou exemplo para ninguém pelas coisas erradas que faço, pelos treinos que não faço como deveria fazer. Mas quero incentivar todos vocês. 
Meus amigos Rogerio, Alessandro, Cris, Edvam, José Francisco, Shimada, todos vocês são melhores do que eu e tenho certeza de que se vocês fizerem uma meia maratona, vocês irão conseguir. Sou exemplo vivo disso.
Saldo final: dessa vez não tive que jogar o tênis fora, nem fiz bolhas nos pés. Apenas a meia me machucou um pouco, causando um desconforto. Perdi quase 2 kg, mas isso já foi recuperado no almoço de domingo com a comida feita no fogão a lenha. Sinto somente um pouco de dores musculares nas pernas e nos ombros (o maldito jegue insiste em ficar montado em cima dos meus ombros...rs). E aquela dor que eu já vinha sentindo há algum tempo na coxa direita sumiu. Não a senti nem durante a corrida e nem depois.
Repito, não sou exemplo para ninguém, apenas quero incentivá-los através da minha coragem, da minha força de vontade, da minha determinação, da minha dedicação, do meu instinto de guerreira. 
São momentos indeléveis que ficarão gravados em minha memória. Desde o momento que acordei no sábado de madrugada para ir buscar os meninos para ir até o aeroporto, até no domingo quando cheguei em casa por volta da meia-noite.
Agradeço aos amigo:
Aldo Silva (o SAMU que foi me resgatar): essa corrida devo a você. Você é o merecedor dessa minha vitória.
Luciana (esposa do Aldo): você é privilegiada. Seu esposo tem um coração imenso.
Douglas Oliveira Carvalho (meu idealizador e incentivador, aquele que me leva a fazer essas aventuras/loucuras): Obrigada meu amigo pelo convite e pela oportunidade em poder acompanhá-los em mais essa corrida. Agora realmente eu acredito que foi um momento histórico em minha vida. Obrigada a sua esposa, Ana Paula, que durante esses dois dias de convivência, percebi que ela tem o dom de ser mãe. E ao filho lindo Mateus, sapeca....rs  
Felipe: o idealizador do Cartel Endorfina, meu companheiro, obrigada por ter aturado em vários momentos minha cara de brava durante o vôo, na ida, na volta, no hotel, no quarto, enfim, eu já tenho cara de brava, e você ainda teve que aturar meu mau humor. Fe, meu mau era sono...rs
Obrigada aos meninos que encontrei no hotel: Anderson Novaes, Odirlei e todos os outros os quais cumprimentei, mas que não me lembro o nome.
Obrigada Cristian: você é a culpada por tudo isso, pois foi você que me levou para correr e fez com que eu me apaixonasse por esse esporte. Sinta-se orgulhosa de mim, amiga....não vou te decepcionar, eu prometo....rs
Enfim ... fui, corri e venci!
Objetivos de 2011: Terminarei o ano com meus objetivos realizados:
Meia Maratona da Asics (21 km)
Corrida Panamericana do Rio de Janeiro (10 km)
Volta Internacional da Pampulha (18 km)
Objetivos de 2012: Rumo a 100.ª medalha.
OBRIGADA ALDO SILVA!
Roberta Fabbri.

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