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sábado, 21 de janeiro de 2012

O que leva uma pessoa a acordar às 5:30 para correr?

Correr cedinho funciona como um aditivo que faz você sair da zona de conforto e ir além


Dia frio no parque: amigos ajudam a ir adiante
Alguns dias atrás, ainda friozinho em São Paulo, levantei às 5h30 da manhã para ir treinar no Parque do Ibirapuera.
O primeiro pensamento que me veio à cabeça foi: “por que é que eu tenho que fazer isso?” Avançado, iniciante ou aspirante, se você corrre, tenho certeza de que também já se questionou o mesmo.

Atenção: exercícios no frio exigem cuidados especiais

Antes de sair de casa, compartilhei minha “angústia” no Twitter, perguntando o que leva uma pessoa a acordar tão cedo para correr forte (a planilha do dia previa tiros de corrida). Obtive respostas como “sangue nos olhos” (expressão muito usada entre os corredores, que significa algo como vontade maior do que tudo); “determinação”, “certeza de que o esforço vai valer a pena lá adiante”, “endorfinas”.
Essas palavras, vindas de outros corredores, deram ânimo extra. E desse episódio tiro minha primeira dica para não desistir (se você pensar bem, é muito fácil desistir): naqueles dias em que a preguiça, o frio, o calor ou qualquer outro problema tentam boicotar a corrida, um incentivo ajuda a ir em frente.

Orientação e motivação garantem uma relação duradoura com o exercício

No meu caso, veio de forma virtual (no Twitter tenho muitos amigos corredores, pessoas tão apaixonadas por corrida quanto eu, o que facilita a troca de informações sobre o esporte e permite toda essa cumplicidade). Mas, claro, amigos reais também ajudam – aqueles que ligam para acordar você, passam na sua casa ou no seu trabalho para buscá-lo para o treino...

Pois bem, lá no parque comecei com o aquecimento de 15 minutos para despertar o corpo. O treino principal pedia quatro tiros de 800 metros em ritmo forte, com 40 segundos de intervalo entre eles. Precisava mesmo ter muita vontade. Faço o primeiro, o segundo... No terceiro estou a ponto de dar meia volta e dizer “valeu, obrigada, volto outro dia”. Aí vem a segunda dica, para ser usada no momento em que o cansaço bate, mas você ainda não completou a missão: negociar com a cabeça e manter o foco.

Para evitar dores e lesões, motivação precisa estar alinhada com metas realistas

No caso desse treino, vi em quanto tempo estava fazendo o tiro e disse a mim mesma: “são apenas quatro minutos, vamos lá, você consegue”. E enquanto estava correndo, pensava que vivia por esses quatro minutos. Parece papo de auto-ajuda, mas funciona. Como já disse, é fácil abandonar, deixar para lá, adiar para outra hora. Os obstáculos e principalmente a cabeça parecem dizer o tempo todo que você não foi feito para fazer aquilo. Lembre: "vamos lá, você consegue".
Quando o assunto é dor, não que a gente tenha que bancar o herói e correr e sangrar para chegar. Mas se ela é suportável e dependendo de quando aparece – no meio de uma prova importante para você, por exemplo – a frase do Lance Armstrong, o maior ciclista de todos os tempos, serve perfeitamente como uma terceira dica: “a dor é temporária, desistir é para sempre”.

Especial ultramaratona: "Aqui a gente morre e ressuscita mil vezes"

A quarta dica, que para mim é fundamental, é ter objetivo. Sei que muita gente treina para manter a saúde, para sentir bem-estar. Também faço isso por mim. Mas traçar uma “meta dourada” – que pode ser uma corrida especial (a minha esse ano é a Meia Maratona de Londres), completar uma determinada distância ou melhorar seu tempo – tem um gosto especial. Funciona como um aditivo que faz você sair da zona de conforto, ir um pouco além, se superar. Daí você acorda cedo, corre forte e volta feliz para casa.

Fonte: Ig Saúde
Foto: Yara Achôa

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Como parar de trabalhar e ir para casa

Você trabalhar para viver ou vive para trabalhar? Como isso funciona para você? Você acha mais fácil passar mais tempo no trabalho do que desligar o seu computador, sair do escritório e fazer alguma outra coisa – como ter uma vida social ou passar mais tempo com a sua família?

Parece familiar? Pergunte-se por quê. Por que você faz isso? (Seja sincero.)
  • É realmente tanto trabalho assim?
  • Pressão dos colegas? Ética de trabalho da companhia?
  • Ou ficar no escritório é mais fácil do que organizar o seu tempo livre?
Pode até ser que você realmente tenha muito trabalho. E, em algumas companhias, é verdade que as pessoas olham estranho se você sair do escritório antes das sete da noite. É até possível que você genuinamente goste tanto do seu trabalho que gastaria todo o seu tempo nele, se pudesse.

Mas você sabe que pode estar, na verdade, prejudicando seus relacionamentos, vivendo desse jeito, e fazendo com que seja impossível realmente ter uma vida social? E que isso pode fazer mal para a saúde?

Mude seu estilo de vida

Todos nós podemos mudar. É apenas uma questão de escolher, de definir prioridades. Antes de mais nada, decida fazer isso e, depois, diga para os outros o que você está planejando, para que eles saibam o que esperar.

Aí, siga estas dicas úteis. Elas realmente funcionam:

1. Defina um horário de trabalho e siga esse horário. Para começar, não precisa ser todo dia – apenas duas vezes por semana, por exemplo. Mas, nesses dias, você deve chegar ao trabalho no horário estabelecido e sair do trabalho no horário estabelecido. Se você acha que pode perder o controle do tempo, configure um lembrete no Outlook ou um alarme no celular. Uma outra opção é pedir para alguém ligar para lembrar você de que há vida lá fora e ela está esperando por você.

2. Faça planos para suas tardes. Algumas pessoas têm problemas para sair do trabalho porque eles se preocupam sobre o que deveriam fazer com o tempo livre. Se esse é o motivo pelo qual você está ficando mais tempo no escritório, uma boa boa opção é fazer um curso com aulas uma ou duas vezes por semana, em que você possa conhecer outras pessoas e fazer algo de que gosta. Praticar um esporte, aprender outro idioma, tocar um instrumento – todas essas atividades são boas para você, e você terá que sair do trabalho pontualmente para chegar lá a tempo. Outra opção é combinar uma saída para beber ou comer com seus amigos; passe mais tempo com a família ou vá para casa e leia um livro. Durma.

3. Defina prazos e cumpra-os. Quanto mais organizado você for, mais rápido você poderá fazer o seu trabalho. Decida para quando você quer tudo pronto e realmente se concentre em cada tarefa, uma depois da outra, em vez de deixar as coisas se arrastarem por horas ou dias. Você verá que não só a qualidade e a consistência do seu trabalho irá melhorar, mas você também vai gostar de riscar os itens da lista de coisas a fazer – e você não terá desculpas para não sair do trabalho!

4. Seja perfeccionista somente quando valer a pena. Nem sempre vale. E o perigo de sempre tentar fazer tudo com perfeição é que você pode acabar não terminando nada – porque nunca nada vai estar no padrão que você deseja. Mais uma vez, isso pode ser uma tática para atrasar você, para você não sair do escritório. Certifique-se de que seus esforços sejam proporcionais ao valor da tarefa e lembre-se de que, às vezes, é OK se contentar com algo que seja “bom o suficiente” – ir ir fazer outra coisa.

5. Não banque o herói. Se você realmente tem muito trabalho para fazer, fale com o seu chefe sobre como gerenciar isso com mais eficiência. Não ache que você tem que lutar sozinho. Os seus colegas não podem dar uma força? Ou talvez você possa terceirizar a tarefa, se você for uma pequena empresa?

6. Preencha sua planilha e faça uma lista de coisas a fazer para a manhã seguinte. Essa deve ser a última coisa a fazer antes de sair do trabalho. Escolha uma hora, como seis da tarde, para preencher sua planilha e fazer uma lista de coisas a fazer, e faça isso nessa hora, todos os dias. E, depois disso, vá para casa. Não leve trabalho com você – faça algo diferente de tarde; durma! Você ficará muito mais saudável, eficiente e produtivo desse jeito.

7. Não vire um workaholic. A ironia é que, apesar de os workaholics passarem a maior parte do tempo trabalhando, eles são frequentemente funcionários ineficientes e péssimos membros de equipe. Eles tendem a se concentrar em estarem ocupados, não em serem produtivos; eles são, frequentemente, menos organizados e eficientes do que seus colegas. Como eles não veem razão para parar, eles simplesmente estão sempre trabalhando. Ser um workaholic de verdade é um problema grave que pode arruinar vidas – não deixe as coisas ficarem tão ruins!

Manter um equilíbrio saudável na vida é essencial para o seu bem-estar. Tente seguir nossas dicas e você estará no caminho certo. E, quem sabe, talvez você acabe ajudando os seus colegas a ir para casa no horário, também.

Fonte: Hp Invent

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Corrida melhora memória e aumenta produção de células cerebrais

Experiência em ratos revela que os animais que correm têm cérebro mais saudável

Além dos já conhecidos benefícios físicos da corrida, pesquisadores da
Universidade de Cambridge, no Reino Unido, concluíram uma pesquisa
que mostra melhorias mentais ao caminhar ou correr com frequência.
Ainda não foi provado que esse tipo de exercício é útil para o aumento
da massa cinzenta, mas há uma relação entre o esporte e o aumento
do fluxo sanguíneo na região cerebral, além de elevar a produção de
hormônios.

Memória recente funciona melhor após prática de exercícioos físicos como a corrida livre

A experiência foi feita em ratos divididos em dois grupos. Um deles
corria regularmente. O outro não fez essa atividade. Após alguns dias,
os animais passaram por testes de memória na tela de um computador.
Primeiro, os animais visualizavam dois quadrados um ao lado do outro.
Ao tocarem o da esquerda recebiam uma bolota de açúcar e aoindicarem o
da esquerda não recebiam recompensa. No início do teste
as duas imagens idênticas tinham 30cm de distância uma da outra. Aos
poucos, novas duplas de quadrados eram apresentadas, mas com
distâncias sempre menores.

Ratos que corriam com regularidade tiveram um desempenho duas vezes melhor no teste.
O objetivo era testar memórias recentes e semelhantes, o equivalente a um ser humano lembrar o que comeu nas refeições de hoje e de ontem.

Timothy Bussey, neurocientista comportamental da universidade,
explicou ao jornal britânico Guardian que conforme as distâncias entre as figuras iam diminuindo os
ratos sedentários tinham um desempenho pior na avaliação.

- Nessa fase do experimento o que provoca a diferença é a quantidade de células cerebrais. Sabemos
que o exercício pode fazer bem para a vida saudável do cérebro, mas esse trabalho mostra pistas sobre
o mecanismo.

Os ratos corredores aumentaram em 6.000 a quantidade de células cerebrais produzidas diariamente
durante o período em que se exercitavam.

Fonte: Portal R7