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domingo, 29 de abril de 2012

Luzes e adrenalina na noite de São Paulo


Energizer Night Race reuniu mais de 4 mil corredores na Cidade Universitária

A primeira edição brasileira da Energizer Night Race iluminou a noite de mais de 4 mil corredores na Cidade Universitária de São Paulo. Os atletas percorreram 5 ou 10 km usando lâmpadas individuais presas à cabeça, embalados pelo som enérgico do grupo de DJs Ask2Quit. 
O circuito já passou por mais de 23 cidades em todo o mundo, oferecendo um conceito único de corrida e entretenimento, que aproxima a experiência de uma “balada esportiva”.
A proposta foi aprovada pelos paulistas, que puderam aquecer ao som de música eletrônica misturada com rock e pop.

A largada foi dada às 20h, na Avenida Professor Melo de Morais (conhecida como avenida da Raia) em frente ao Velódromo da USP. Um blecaute proposital antecedeu a contagem regressiva, deixando a iluminação exclusivamente por conta das headlamps, o que aumentou ainda mais a emoção de quem corria pela primeira vez à noite. “A lanterna criou um clima diferente, e deu vontade de fazer outras provas!”, conta Diego Custódio de Souza, que estreava nos 5 km.

Menos de 15 minutos depois, o primeiro foco de luz começou a despontar a apenas 500 m da chegada. Era Adriano Bastos, chegando à vitória dos 5 km masculino em 15’26”. Bastos se inscrevera inicialmente para os 10 km, mas conta que “mudou de estratégia” ao se deparar com o concorrente Marcos Antônio. “Não quis enfrentar uma disputa tão forte hoje, e me desgastar tanto para levar um provável segundo lugar”, admitiu, acrescentando que correrá outra prova amanhã, de 10 km, em Alphaville.

 No feminino, o primeiro lugar ficou com Célia Regina de Oliveira , que completou a prova em  20’43” e se prepara para enfrentar uma corrida de montanha no dia seguinte, em Campos do Jordão. Nos 10 km, Marcos Antônio Pereira foi o vencedor, com apenas 31’20”. “Vim a São Paulo como parte do treinamento para a Maratona [de São Paulo], e daqui sigo para a Bolívia, treinar em altitude durante 25 dias”, conta Pereira, que mora em Pernambuco e já havia corrido 15 km naquela manhã. Para a Maratona, ele pretende alcançar o tempo de 2h13’ e subir ao pódio novamente (ele foi o 3º colocado em 2008).

Vivian de Oliveira foi a melhor entre as mulheres nos 10 km, com 40’28”. A atleta, que venceu as 5 milhas da corrida Mizuno 10 Miles no último domingo, conta que sentiu o cansaço chegar nos últimos quilômetros, após a subida, mas que está satisfeita com seu tempo. “Estou treinando para a maratona de Porto Alegre, em junho, e acho que estou num ritmo bom”.

Fonte: Site Energizer Night Run 2012

Corredora de 30 anos morre após desmaiar na Maratona de Londres

Por GLOBOESPORTE.COM Londres

A organização da Maratona de Londres confirmou no início da noite deste domingo que uma mulher de 30 anos morreu durante a prova, disputada pela manhã. Claire Squires, uma cabelereira de Leicestershire, sofreu um colapso e desmaiou na Birdcage Walk, perto do St. James Park, perto da última curva da prova, que leva à reta final do trajeto de 42 quilômetros. Ela recebeu atendimento médico no local, mas não resistiu. A causa da morte ainda não foi confirmada.
Maratona de Londres atletismo (Foto: Reuters)Corredores se aproximam da linha de chegada; a mulher desmaiou pouco antes deste trecho (Foto: Reuters)
- Os organizadores da Maratona de Londres gostariam de expressar as sinceras condolências à família e aos amigos. Não vamos divulgar nenhuma outra informação sobre este trágico incidente até que que aconteça a identificação formal - diz a nota oficial divulgada pela organização.
Antes de correr a prova, Claire Squires havia iniciado uma campanha de doações para uma organização que atende pessoas com problemas de depressão. Até a notícia da morte, a corredora havia conseguido 500 libras (pouco mais de R$ 1.500) de amigos. Quando o nome de Claire foi divulgado, as doações chegaram a 4.200 libras (cerca de R$ 12.700).
É a décima morte registrada na história da Maratona de Londres, que começou a ser disputada em 1981. Cinco desses casos tiveram como causas problemas cardíacos em atletas que não tinham histórico de doença do coração.
Na sede dos Jogos Olímpicos deste ano, a prova feminina foi vencida pela queniana Mary Keitany, que estabeleceu a melhor marca do ano com o tempo de 2h18m37s e garantiu o bicampeonato. O Quênia, aliás, conquistou as cinco primeiras posições da prova.
No masculino, o vencedor foi o também queniano Wilson Kipsang, com o tempo de 2h04m44s. O brasileiro Marílson dos Santos ficou em oitavo lugar, com 2h08m03s. Solonei Rocha, ouro no Pan de Guadalajara, terminou em 18º, com 2h14m57s.

Fonte: 22/04/2012 19h20 - Atualizado em 24/04/2012 09h47
Por GLOBOESPORTE.COM

sábado, 28 de abril de 2012

Garoto de 8 anos conta por que gosta tanto de correr

Paulo Boulos, 8, em sua primeira corrida, quando tinha quatro anos
RODOLFO LUCENA
COLUNISTA DA FOLHA

Paulo Boulos, 8, em sua primeira corrida, aos quatro anos
Paulo Boulos Ribeiro dos Santos,8, gosta de correr. Ele está no 3º ano do ensino fundamental da escola Móbile, em São Paulo, e participa de pelo menos duas provas por ano.
Mateus, 11, vende bala de manhã, estuda à tarde e corre à noite
 
Filho de corredor, não escolhe distância: participa de corridas de 50 m, 60 m e 100 m, sem precisar de apoio dos mais velhos.
Nunca entrou em provas com os pais, mas uma vez rodou 12 km de bicicleta, e o pai, Fábio, 40, correu ao seu lado.

Ele conversou sobre corridas com a "Folhinha". Leia abaixo:

FOLHINHA - Há quanto tempo começou a correr? Lembra de sua primeira corrida?
PAULO BOULOS - Comecei a correr com quatro anos. Lembro, sim. Eu estava correndo e tinha um menino que queria me passar e eu queria passar ele. Aí, a gente ficava olhando um para o outro, tentando chegar antes à linha de chegada. No final, chegamos juntos!

Qual a corrida de que gostou mais e por quê?
Foi uma Corrida Batavinho. Porque no final a gente ganhou um lanche, medalha de participação e tinha uns brinquedos grandões para a gente brincar.

Por que você gosta de correr?
Porque é um esporte divertido, legal. E, quando estou correndo, vem um ventinho no meu rosto.

E o que tem de ruim? Ou alguma experiência chata em alguma corrida...
Não tem uma coisa ruim, mas tem uma experiência que podia ser chata, mas no final acabou sendo legal. Eu estava correndo, caí, levantei, continuei correndo e cheguei até o fim.

Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pressão alta é responsável por 80% dos casos de AVC e 47% dos infartos

Reduzir pela metade o consumo de sal já seria o suficiente para diminuir em 15% dos casos de AVC e em 10% os de infarto

Leoleli Camargo, iG São Paulo |
A cada ano, 315 mil pessoas morrem no Brasil por doenças cardiovasculares. Mais da metade dessas mortes, aponta a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), seria evitada com o diagnóstico precoce e o tratamento da hipertensão. E os especialistas vão mais longe no alerta:

“O brasileiro come, em média, de 12g a 15g de cloreto de sódio (sal) por dia. Se conseguisse diminuir esse total para 5g, isso seria suficiente para reduzir em 15% os casos de AVC (acidente vascular cerebral) e em 10% os casos de infarto” diz o cardiologista Carlos Alberto Machado, diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da SBC.

A influência do estilo de vida no surgimento da hipertensão, em especial da alimentação, inspirou o mote da campanha deste ano da entidade para o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado hoje (26).
Com o slogan “Menos sal, menos pressão, mais saúde” a SBC espera aumentar a conscientização sobre a importância de reduzir o consumo de sal na alimentação.
“Um pão francês tem 337mg de sódio. Ao comer três unidades você já comeu mais da metade que pode comer o dia todo. As pessoas precisam aprender a ler os rótulos dos alimentos e a escolher entre produtos semelhantes os que contêm menos sódio na composição” adverte o cardiologista.
 
 Hoje a hipertensão atinge 30 milhões de brasileiros – cerca de 30% da população adulta. Desse total, a maioria sequer sabe que tem pressão alta e por isso não faz qualquer tipo de controle. Uma realidade, explica Machado, que interfere diretamente nas estatísticas de saúde do País, já que a hipertensão é responsável por 80% de todos os casos de AVC e 47% dos infartos, fatais ou não, em todo o mundo.


Mas, como identificar que algo não anda bem na pressão sanguínea e evitar que ela evolua para algo mais grave? Ao contrário do que muita gente pensa, os sintomas comumente associados à hipertensão – dor de cabeça, cansaço, tontura, sangramentos no nariz e pernas inchadas, entre outros – não podem ser considerados um indicativo da doença porque nem sempre há uma relação de causa e efeito entre a ocorrência deles e a hipertensão.
“A única forma de identificar pressão alta é fazer a medição. Para quem não tem problemas de saúde, a recomendação é ter a pressão medida a cada seis meses. Quem descobre que tem, deve procurar um médico e iniciar um acompanhamento que pode incluir mudanças no estilo de vida, na alimentação e, caso necessário, o uso de medicamentos.”

A pressão alta pode comprometer o funcionamento de todo o organismo, especialmente do coração, do cérebro, dos rins e dos olhos. Além contribuir para a ocorrência de infarto e AVC, a doença pode agravar os quadros de arritmia – alteração do ritmo normal do coração.
“Em pessoas que já têm arritmias, a hipertensão agravará de forma importante o quadro, fazendo com que a arritmia se manifeste mais frequentemente, em alguns casos, se torne crônica” explica o cardiologista Adalberto Lorga Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC).

Fonte: Ig Saúde

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Conquista da 100.ª Medalha

Meus amigos, quem leu meu testemunho sobre a Volta Internacional da Pampulha que fiz em dezembro de 2011, percebeu que meu objetivo para 2012 era a conquista da minha 100.ª medalha.

23/11/2008: 1.ª medalha 

Após 3 anos e 5 meses

22/04/2012: 100.ª medalha

Minha primeira participação em uma corrida foi no Circuito de Corrida de Rua da Prefeitura de São Paulo (Etapa São Miguel Paulista), exatamente no dia 23/11/2008.

Após 3 anos e 5 meses conquistei minha 100.ª medalha na Série Delta (Etapa Inglaterra), no dia 22/04/2012, realizada no Parque da Independência - Ipiranga.

Para alguns pode ser pouco, para outros pode ser muito. Para mim é o suficiente, pois foi o que eu consegui até aqui.

Medalhas conquistadas com muito suor derramado, muitas dificuldades, esforços e renúncias. Domingos madrugados para ir em busca do objetivo. Noites mal dormidas tomadas pela ansiedade. Mas é isso que escolhi. É isso que eu amo. E é isso que consegui.

Esse é mais um momento histórico em minha vida. E essa conquista foi em dobro, pois meu amigo Alessandro Ribeiro também conquistou sua 100.ª medalha junto comigo. Quero apenas agradecer as pessoas que compartilharam conosco esse momento único. Agradecer a presença de todos os nossos amigos que participaram dessa corrida.

Agradeço ao Milton Carlos Ferreira e a Equipe 4everun pelo patrocínio.
Agradeço ao Jose Francisco Marciano por ter patrocinado o Alessandro.
Agradeço ao amigo Aldo Silva por novamente ter corrido lado a lado comigo do início ao fim.
Agradeço ao amigo Douglas Oliveira Carvalho pela personalização da camiseta.
Obrigada meus queridos amigos pela presença: Dulce, Elio, Kovacs, Lívia, Luciene, Rafael, Roberto e Rogério.

Cristian, Edvan e Jose Francisco: apesar da alegria imensa, faltaram vocês e com certeza a corrida teria sido diferente com suas presenças.

Para alguns pode ser pouco, para outros pode ser muito. Para mim é o suficiente. Conquistei meu “centenário” no mês do meu aniversário, praticamente uma semana antes, com a presença da maioria dos meus amigos e com certeza esse foi o melhor presente que recebi. O que mais posso querer? Cada um responda por si próprio.

Meu próximo desafio: minha segunda meia maratona, dia 15/07/2012. Que venha a Meia de Sampa! Eu quero 21 Km. ;-)

Fabbri.

Fonte: Autoria de Roberta Fabbri 
publicação autorizada

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Caminhada tem impacto positivo contra depressão, diz pesquisa

Uma simples caminhada rápida nos arredores de casa pode ter um papel importante no combate à depressão, segundo pesquisadores de uma universidade na Escócia.
Estudos anteriores já haviam demonstrado que exercícios vigorosos aliviam os sintomas da depressão, mas o efeito de atividades menos árduas ainda não foi analisado em profundidade.

O novo estudo publicado na revista científica Mental Health and Physical Activity afirma que "caminhar é uma forma de intervenção efetiva contra a depressão" e tem resultados similares aos de formas mais vigorosas de exercício.
O estudo da Universidade de Stirling analisou dados de oito pesquisas com um total de 341 pacientes.

"A caminhada tem a vantagem de poder ser praticada pela maioria das pessoas, de implicar pouco ou nenhum custo, e de ser relativamente fácil de incorporar à rotina diária", dizem os autores.
Os pesquisadores admitem, no entanto, que mais pesquisas precisam ser feitas sobre o assunto. Ainda há questões sobre a duração, a velocidade e o local onde a caminhada deve ser realizada.

Ar livre
Uma em cada dez pessoas enfrenta depressão em algum momento da vida. Apesar de o problema poder ser tratado com medicamentos, a prática de exercícios é muitas vezes prescrita por médicos como tratamento contra formas mais brandas da doença.
Adrian Taylor, que estuda os efeitos dos exercícios contra a depressão, os vícios e o estresse, na Universidade de Exeter, disse à BBC que o ponto positivo da caminhada é que todo mundo já faz isso no dia-a-dia.

"Há benefícios contra problemas de saúde mental como a depressão", afirmou ele.
Ainda não se sabe exatamente como os exercícios ajudam no combate à depressão. Taylor diz que eles podem funcionar como uma distração dos problemas, dando uma sensação de controle e liberando hormônios do "bom-humor".

A ONG de saúde mental Mind diz que suas próprias pesquisas indicam que só o fato de passar tempo ao ar livre já ajuda pessoas com depressão.
"Para aproveitar ao máximo as atividades ao ar livre, é importante encontrar um tipo de exercício que você goste e que possa fazer regularmente. Tente coisas diferentes, como caminhar, andar de bicicleta, fazer jardinagem ou até nadar na natureza", aconselha Paul Farmer, presidente da ONG.

"Fazer exercícios junto a outras pessoas pode ter um impacto ainda maior, já que oferece uma oportunidade de reforçar laços sociais, conversar com outras pessoas sobre seus problemas ou simplesmente rir e aproveitar o tempo longe da família e do trabalho. Então, peça a um amigo para se juntar a você."

Fonte: Uol.com.br
17/04/201212h49 

domingo, 22 de abril de 2012

Oitavo, Marílson é único não africano no top 10 em Londres

Marílson cruzou a linha de chegada após 2h08min03s

 

Em preparação para as Olimpíadas de Londres'2012, o brasileiro Marílson Gomes dos Santos encerrou a maratona local, com percurso diferente do que será adotado nos Jogos, na oitava colocação e foi o único corredor de fora do continente africano a terminar entre os 10 primeiros neste domingo.

Com o tempo de 2h04min44s, o queniano Wilson Kipsang garantiu a vitória. Martin Lel, também do Quênia, chegou na segunda colocação ao fazer 2h06min51s e o etíope Tsegaye Kebede ficou em terceiro com 2h06min52s. No feminino, a queniana Mary Keitany ganhou ao registrar 2h18min37s.

Marílson disputou a prova com o objetivo de melhorar sua marca pessoal de 2h06min34s, mas anotou 2h08min03s para cruzar a linha de chegada na oitava posição. Adauto Domingues, treinador do atleta brasileiro, ficou satisfeito com a performance.

"Foi uma boa prova. Ele queria melhorar sua marca, mas caiu de rendimento na parte final da corrida. Mas todos os competidores caíram, não foi só ele. A segunda metade foi difícil para todos", declarou Domingues, que passa a voltar suas atenções para as Olimpíadas.

"Agora, vamos colocar o foco nos Jogos Olímpicos de Londres, outra prova, outro percurso, outro clima. A expectativa de que o Marílson possa ter um bom resultado na maratona olímpica continua", disse o comandante do fundista brasileiro.

Bicampeão da Maratona de Nova York e tri da Corrida Internacional de São Silvestre, Marílson ganha uma semana de descanso e massagens contra as dores da prova. "Acho que é o suficiente, mas aí vamos avaliar a volta aos treinos para a Olimpíada, aparar algumas arestas e seguir trabalhando", concluiu Adauto.
 -- Resultados da maratona de Londres:

MASCULINO:
1. Wilson Kipsang (KEN) os 42,195 km em 2 h 04:44.
2. Martin Lel (KEN) 2 h 06:51.
3. Tsegaye Kebede (ETH) 2 h 06:52.
4. Adil Annani (MAR) 2 h 07:43.
5. Jaouad Gharib (MAR) 2 h 07:44.
6. Abel Kirui (KEN) 2 h 07:56.
7. Emmanuel Mutai (KEN) 2 h 08:01.
8. Marilson Gomes dos Santos (BRA) 2 h 08:03.

FEMININO:
1. Mary Keitany (KEN) 2 h 18:37.
2. Edna Kiplagat (KEN) 2 h 19:50.
3. Priscah Jeptoo (KEN) 2 h 20:14.
4. Florence Kiplagat (KEN) 2 h 20.57.
5. Lucy Kabuu (KEN) 2 h 23:12.
6. Aberu Kebede (ETH) 2 h 24:04.
7. Irina Mikitenko (ALE) 2 h 24:53.
8. Jessica Augusto (POR) 2 h 24:59.

Publicação:

22/04/2012 13:36
Fonte: Superesportes.com.br
Fonte: Portal R7
Mike Hewitt/Getty Images

sábado, 21 de abril de 2012

O estresse constante pode fazer adoecer?

O mesmo hormônio que ajuda a combater doenças pode deixar o corpo doente. Saiba como isso ocorre

The New York Times* | 15/04/2012 06:27



Foto: Getty Images 
Estresse: o excesso pode adoecer o corpo
O estresse crônico e as doenças estão interligados. É de conhecimento geral que o estresse psicológico aumenta o risco de doenças do coração, gripe e resfriado, e até mesmo de alergias.


Mas como uma coisa leva à outra? Uma nova pesquisa sugere que o hormônio cortisol desempenha um papel fundamental. Liberado em quantidades maiores em momentos de estresse, esse hormônio fornece ao corpo uma invasão súbita de energia. Ele também ajuda a suprimir a resposta imunológica do organismo a infecções como a gripe, mantendo reações a inflamações como a tosse, os espirros e a febre sob controle.
Porém, quando os níveis de cortisol permanecem elevados, o corpo pode se tornar menos sensível a eles, da mesma forma que níveis elevados de insulina podem levar a resistência à insulina e consequentemente ao diabetes.

Cientistas da Universidade Carnegie Mellon decidiram testar essa ideia. Numa experiência, 276 adultos saudáveis foram expostos a vírus de resfriados. Em seguida, foram colocados em quarentena e monitorados durante cinco dias.


Os indivíduos que tinham passado por experiências estressantes recentemente estiveram mais propensos a mostrar resistência ao cortisol. Eles também ficaram mais propensos a desenvolver resfriados, de acordo com um estudo publicado no periódico Atas da Academia Nacional de Ciência.


Numa segunda fase da pesquisa, os pesquisadores descobriram que os participantes mais resistentes ao cortisol também produziram mais citocinas, componentes do sistema imunológico que promovem a inflamação e aumentam a gravidade dos sintomas.
"Como a inflamação desempenha um papel importante no aparecimento e na progressão de uma ampla gama de doenças", diz o estudo, esse processo "pode ter grandes implicações para a compreensão do papel do estresse".
Conclusão: o estresse crônico pode aumentar o risco de doenças por estimular a resistência ao cortisol.

* Por Anahad O'Connor
*Portal Ig Saúde

sábado, 14 de abril de 2012

Corra para enxergar bem

É correr para ver!
Agora você tem mais um excelente motivo para fazer sua corrida matinal: incluir o treino na rotina é um ótimo jeito de manter a visão funcionando a mil.



Muita gente já saiu correndo por aí em nome da boa forma, do coração, de uma vida menos estressante e até mesmo do controle do estresse. O que ninguém desconfiava é que os frequentadores das pistas de cooper, dos parques e de calçadões gozariam não apenas dos consagrados benefícios cardiorrespiratórios e psicoemocionais do exercício. Eles teriam um bônus — e, no caso, todos os créditos iriam para os olhos. É o que dá para ver com nitidez graças a duas pesquisas recém-publicadas na revista americana Investigative Ophthalmology and Visual Science.

Os estudos acompanharam quase 30 mil atletas durante mais de sete anos e fornecem evidências de que a prática regular de corrida reduz o perigo tanto de catarata quanto de degeneração macular, as duas principais causas de cegueira no mundo. O coordenador dos trabalhos, o epidemiologista Paul Willians, do Lawrence Berkeley National Laboratory, vai além. Ele sugere que seria uma boa medida para os corredores incluir etapas mais vigorosas nos treinos — se estiverem bem condicionados, é claro. Isso porque pessoas que exigem mais dos pulmões e do coração obtêm ainda mais ganhos em termos de acuidade visual.

Na pesquisa que focou o impacto do esporte sobre a catarata, homens que corriam 64 quilômetros por semana — ou 9 por dia — apresentaram um risco 35% menor de ter a doença do que os que corriam só 16 quilômetros por semana ou pouco mais de 2 quilômetros diários. A investigação também concluiu que aqueles com melhor aptidão cardiorrespiratória tiveram risco significativamente menor de ter catarata.

No outro trabalho, o pesquisador comparou três grupos de corredores, conforme o percurso que perfaziam todo dia: até 2 quilômetros, de 2 a 4 quilômetros e mais de 4 quilômetros. Os que corriam mais apresentaram um risco de degeneração macular até 54% menor do que os que corriam menos. Já os que corriam na faixa de distância intermediária mostraram 19% menos probabilidade de desenvolver a doença.

O oftalmologista Nilton Kara José, professor da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista, aprova a notícia dos trabalhos californianos. Para ele, o recado é claro. "Não podemos abrir mão de nossa natureza: somos animais caçadores e temos um organismo feito para se manter em movimento", diz ele. "Por isso é razoável imaginar que a corrida faça bem para o nosso corpo todo, incluindo os olhos."

O oftalmologista Marinho Jorge Sacarpi, chefe do Centro de Oftalmologia Esportiva do Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo, dá mais uma explicação para os benefícios da corrida: "O sedentarismo contribui para doenças como diabete e hipertensão, que provocam catarata e degeneração macular".

Essas doenças fragilizam os vasos e podem causar micro-hemorragias no fundo dos olhos, que liberam toxinas e prejudicam o fornecimento de nutrientes para as células do globo ocular. Na catarata, esses estragos se traduzem na opacidade do cristalino, uma das lentes dos olhos. Já na degeneração macular, células da retina que transmitiriam as informações de imagem para o cérebro morrem de uma espécie de inanição, já que o sangue com nutrientes deixa de circular a contento por ali.

As pesquisas americanas ainda precisam detalhar o mecanismo protetor da corrida. Enquanto isso, segundo os oftalmologistas, ninguém precisa encarar uma maratona por semana para enxergar mais. Até porque não são tantas pessoas que conseguem alcançar esse nível de desempenho. "E mesmo os atletas que cumprem 64 quilômetros semanalmente não suportam esse ritmo durante toda a vida", tranquiliza Marcos Paulo Reis, professor de educação física, ex-técnico da nossa seleção olímpica de triatlo e autor do livro Programa de Caminhada e Corrida, lançado por SAÚDE!. O conselho desse expert aos candidatos a atletas com olho de lince é procurar um médico e um preparador físico. E aí tirar o pó dos tênis.


Fonte:Revista Saúde Abril 
por GIULIANO AGMONT
design EDER REDDER
fotos EDUARDO SVEZIA