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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Meia Maratona de São Paulo

Meia Maratona de São Paulo terá prova de 5km para incentivar novos corredores

A Meia Maratona Internacional de São Paulo terá uma versão mais curta, para incentivar novos praticantes da corrida de rua. Além dos tradicionais 21.097 km, os corredores poderão escolher o percurso de 5km. A edição 2012 da prova está marcada para o dia 4 de março, com largada e chegada na Praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu.

O trajeto menor é uma oportunidade para quem está dando os primeiros passos no mundo da corrida de rua e ainda não tem a preparação necessária para provas longas.

"Você tem que começar com distâncias menores. Só quando o corredor tiver mais experiência, após ter participado de outras corridas de 5 a 8 km, é possível aumentar a quilometragem", diz Guilherme Sato, especialista em treinamento funcional.

A corrida de rua virou febre no Brasil anualmente, atraindo pessoas interessadas em bem estar e equilíbrio.

"A corrida ajuda no processo de emagrecimento ou manutenção do peso, além de melhorar o condicionamento cardiorrespiratório. É comprovado que a atividade previne muitas doenças e fortalece ossos, músculos, tendões e ligamentos", completa Sato.

Para o percurso do dia 4, a dica para o iniciante é alternar trotes leves e caminhadas durante o treinamento, ter certeza de usar todos os postos de hidratação, usar um calçado adequado e fazer aquecimento de, no mínimo, 15 minutos.

O praticante iniciante é extremamente sensível às adaptações ocasionadas pelo exercício. Estudos apontam que o aumento da capacidade física do corredor novato chegue até a 40% num período de, pelo menos, quatro semanas de treino.

Largada mais cedo - Para dar mais conforto aos participantes, a organização alterou o horário de largada. Os cadeirantes, masculino e feminino, saem às 7h10min. A elite feminina, às 7h15min. A elite masculina, incluindo os demais competidores, largam 15 minutos depois.

Inscrições seguem abertas - As inscrições para a Meia Maratona Internacional de São Paulo continuam disponíveis para a prova. O procedimento pode ser feito pelo site: http://www.meiamaratonadesaopaulo.com.br/. O valor é R$ 65,00 e ficará congelado até 19 de fevereiro. Após o dia 20 de fevereiro a inscrição subirá para R$ 75,00. O processo termina no dia 1º de março ou até as 13 mil vagas serem preenchidas. Nos últimos anos, as inscrições acabaram antes da data limite.

Cada atleta inscrito receberá no kit o número de peito, chip de cronometragem descartável, manual eletrônico e brindes dos patrocinadores, como camiseta em poliamida, squeeze e suplementos.

fonte:FinalSports

 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Morte na corrida: por que acontece? Como evitar? Especialistas explicam

Cada vez mais comum, atletas infartam ao finalizar provas por falta de acompanhamento médico e por não saberem identificar o limite do corpo.

No Brasil, em Hong Kong ou em qualquer parte do mundo o assunto que está em evidência é a morte em corridas de rua. Na semana passada, dois atletas, o chinês Lau, de 26 anos, e o brasileiro Antônio Donizete, de 54 anos, morreram pelo mesmo motivo: ataque cardíaco após completarem a Meia Maratona de Hong Kong, na China, e a Volta ao Cristo, em Minas Gerais. Apesar de o jovem ter sido atendido imediatamente, não aguentou o infarto. Antônio chegou a ser levado ao hospital, ficou internado por um dia, mas não resistiu.
corrida de rua coração (Foto: Getty Images)Atletas infartam ao finalizar provas por falta de acompanhamento médico e sobrecarga (Foto: Getty Images)
Algumas perguntas que ficam na cabeça dos atletas praticantes do esporte são: por que isso acontece? Tem como evitar? Será que estou me preparando de forma errada? Afinal, o que fazer? O cardiologista Paulo Roberto Carvalho e o preparador físico, especializado em corridas, Ângelo Santiago conversaram com o GLOBOESPORTE.COM e explicaram um pouco mais sobre o assunto.
- Os casos de infarto no miocárdio, também conhecido como ataque cardíaco, são encontrados mais em homens, apesar de que nas mulheres têm aumentado muito. Para ser mais claro, o órgão necessita de sangue arterial, rico em oxigênio e esse infarto é a morte dos músculos do coração, ocasionado pela insuficiência de circulação sanguínea - disse o cardiologista.
De acordo com Paulo Carvalho, antes de praticar qualquer atividade física, é necessário realizar uma gama de exames. O mais comuns são o hemograma, famoso check-up completo, e o teste de esforço físico, que permite detectar a presença de doenças arteriais, algum problema cárdio-respiratório ou alterações do ritmo cardíaco desenvolvidas pelo esforço. A pessoa deve se prevenir e ficar atenta aos fatores de risco (saiba como no infográfico abaixo).
Info_MorteSubita_V03 (Foto: Arte esporte)

É importante ter a ajuda de um profissional de Educação Física para orientar e aconselhar na corrida. Ângelo trabalha há 13 anos no ramo e não se cansa de dar as mesmas recomendações aos seus alunos. O profissional prioriza tanto a parte física, quanto a alimentação de seus atletas. Para ele, o que também não pode ser deixado de lado é a ida ao ortopedista porque alguns problemas podem ser detectados através dos formigamentos que a pessoa sente pela má postura ou anormalidades na coluna.
- Antes de treinarem comigo, eu peço os exames para ver se está tudo bem. Após essa etapa, inicio o treino leve para a pessoa se adaptar. Mas não adianta ser atleta só de fim de semana. A atividade física tem que ser regular, repetitiva. Se não treinar várias vezes, o organismo não acostuma e fica sobrecarregado. Não esquecendo que a dieta tem que ser saudável, com pouca gordura e rica em vitaminas - falou Ângelo.
maratonista morre após maratona de Hong Kong (Foto: AFP) 
Corredor chinês tem infarto fulminate após Meia
Maratona de Hong Kong (Foto: AFP)
O treinador acrescentou uma informação de suma importância: entender os limites do organismo é fundamental! Se no dia em que estiver treinando ou competindo, o corredor começar a sentir dores no peito, palpitações, enjoo e falta de ar, ele deve parar imediatemente e não insistir porque há algo de errado. O que a maioria também faz, e não deveria, é interromper a corrida de maneira brusca. Como o corredor acelera nos metros finais, esquece de diminuir a velocidade aos poucos. O correto continuar correndo devagar até parar totalmente.
Não é possível modificar algumas causas do infarto, como a genética, mas outros fatores podem ser evitados. Por muitas vezes, o incidente acontece com pessoas que nunca sentiram nada. Noites mal dormidas, alimentação inadequada, altas doses de álcool, falta de condicionamento físico e mudança de temperatura são prejudiciais. Todo excesso faz mal. Por isso, sempre tem que ficar ligado no que o corpo diz.
Enquanto o socorro não chega, devem ser tomadas algumas precauções: evitar que a pessoa faça qualquer tipo de esforço físico, afrouxar as roupas e não oferecer bebidas ou calmante em nenhuma hipótese"
Paulo Roberto Carvalho
- Caso o corredor tenha um ataque cardíaco, ele deve ser levado ao hospital ou ser socorrido imediatamente. Enquanto o socorro não chega, devem ser tomadas algumas precauções: evitar que a pessoa faça qualquer tipo de esforço físico, afrouxar as roupas e não oferecer bebidas ou calmante em nenhuma hipótese - concluiu o cardiologista.
Depois de tantas informações e de casos de morte na corrida, só se prejudica quem quiser. Seguindo as orientações dos médicos e dos especialistas do esporte, o atleta pode praticar a corrida de forma consciente e tranquila.

Alguns casos de mortes em corridas
James Fixx - O escritor, um dos maiores incentivadores da corrida, começou a correr aos 35 anos, largou o cigarro e emagreceu mais de 20kg. Com colesterol alto e se recusando a fazer o teste de esforço, morreu aos 52 anos, em 1984, de ataque cardíaco, quando participava de uma prova de 7Km. Seu pai morreu aos 43 anos também de ataque cardíaco.
José Carlos Gomes - Em 2008, o brasileiro morreu na Maratona de Nova York após completar a prova. O atleta, 58 anos, cruzou a linha de chegada, passou mal e, após o primeiro atendimento no local, foi encaminhado para um hospital de Manhattam, onde não resistiu.
Daniel Langdon, Rick Brown e Jon Fenlon - Em 2009, os organizadores da Maratona de Detroit informaram que os corredores de 36, 65 e 26 anos, respectivamente, morreram por problemas cardíacos. Daniel morreu pouco após completar 17 quilômetros; Rick faleceu próximo ao local, e Jon não resistiu após cruzar a linha de chegada.
Curiosidade
Estátua Filípides corrida de rua (Foto: John Kolesidis/Reuters) 
Estátua de Filípides em Atenas
(Foto: John Kolesidis/Reuters)
 
Filípides não era um atleta, de fato, mas a maratona foi criada em homenagem a ele. A lenda diz que em 490 a.C., o soldado correu entre Maratona, cidade grega, e Atenas, uma distância de 42km, para comunicar uma vitória militar. Logo após dizer "vencemos",  caiu morto, mas com a missão cumprida. A lenda deu nome à prova do atletismo e a tragédia do protagonista ainda se repete. A maratona integrou o programa da primeira Olimpíada moderna, em 1896, em Atenas.

Fonte: globoesporte
Por Paula Gabrielle Rio de Janeiro

 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Check-up em 2012

Especialista sugere o começo de um ano esportivo mais saudável com uma bateria de exames
 
24/1/2012 15:56  | Por Dr. Alexandre Giandoni Wolkoff  www.hsanpaolo.com.br 
 
 
Foto: Ivan Padovani – ativo.com
 
Mais um ano se passou e, em meio à vida agitada, a conciliação de treinos com trabalho, estudos e família. Tudo isso com momentos de alegria, aflição e muito, muito estresse! Concordo que a grande maioria vive esta situação, mas será que todos sabem os reflexos que a pressão do dia a dia pode trazer à saúde?
O estresse afeta o coração, pode desencadear depressão e relaciona-se a insônia e obesidade, além de contribuir como fator responsável pelo início de doenças crônicas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) apontam que 75% das pessoas com mais de 60 anos possuem algum tipo de doença crônica. Para evitar surpresas desagradáveis, o ideal é que seja feita uma consulta médica para o levantamento de possíveis fatores de riscos para doenças.
O conhecido “check-up” pode ser realizado no início de cada ano para descobrir e encaminhar para tratamento uma doença ou agravo à saúde. A série de exames varia de pessoa para pessoa de acordo com as recomendações personalizadas de cada médico, porém estão estabelecidas de acordo com recomendações gerais por gênero (sexo masculino ou feminino) e idade. Há recomendações diversas dependendo de uma consulta específica com seu médico de confiança para esta finalidade e em todas as áreas médicas. Entretanto, há quatro áreas necessárias :
Cardiológica: Especialmente para aqueles que tenham mais de 40 anos ou possuem algum incidente de risco como diabetes, tabagismo e hipertensão arterial. Principais exames: eletrocardiogramas e teste ergométrico.
Ginecológica: Destinado às mulheres que já tiveram a primeira menstruação, mesmo que não tenham vida sexual ativa. O acompanhamento clínico é essencial para a saúde feminina e pode descobrir e tratar infecções e doenças que surgem nas diferentes idades. Principais exames: ultrassonografia transvaginal, papanicolau e mamografia.
Urológica: Homens com mais de 40 anos devem realizar consulta especializada regularmente. O câncer de próstata é um dos maiores responsáveis pelas mortes, e entre fumantes esse risco é aumentado. Principais exames subsidiários: urina tipo I, Ultrassonografia prostática, peniscopia e espermograma.
Neurológica: Muitos acreditam que ter dor de cabeça é normal. Mas quando agressiva e insistente, ela não é nada nociva. Existem doenças silenciosas e, para tratá-las, devem ser descobertas o quanto antes. Além disso, problemas como a perda de memória e distúrbios do movimento também podem ser diagnosticados. Principais exames: Eletroencenfalograma, ressonância magnética e tomografia.

Se você ainda não pensou no assunto, é bom se mexer. Precisamos sempre arrumar um tempo em nossa agenda para cuidar da saúde, pois somente saudáveis conseguiremos ter uma boa qualidade de vida e cumprir com nossas metas.

Fonte: Site Ativo

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

12 coisas que seu treinador gostaria que você soubesse

Quem inicia a malhação, além da bolsa da academia, costuma carregar uma bagagem de mitos ou informações erradas.

No mundo ideal, certamente os treinadores gostariam que cada aluno já chegasse à academia sabendo algumas coisas básicas sobre atividade física.

Pensando nisso, o iG Saúde conversou com especialistas que deram preciosas dicas para você entender melhor o papel da atividade física e assim potencializar seus resultados.

1. Treinar em jejum não ajuda a emagrecer. “É um erro clássico. Quando você fica horas sem comer, cai o nível de "combustível" (ele se chama glicogênio) necessário para manter o corpo funcionando. Se estiver em baixa, será extraído dos músculos, provocando perda de massa muscular e fraqueza”, explica o professor de educação física Carlos Henrique Augusto, supervisor técnico da Run For Win Assessoria Esportiva, de São Paulo. Além disso, a fome em conjunto com a exaustão pode levar a tonturas e desmaios.

2. Milagres não acontecem: você não resolve em pouco tempo o que levou anos para acumular. “Se você esteve muito tempo parado, não adianta voltar querendo malhar todos os dias. Não dá para querer compensar o tempo perdido. É necessário descansar entre um treino e outro. Quem não respeita isso e está fora de forma, pode acabar se lesionando e parando por um tempo ainda maior”, alerta o treinador e atleta Nelson Evêncio, presidente da Associação de Treinadores de Corrida de Rua de São Paulo (ATC-São Paulo).
A busca pelo resultado rápido não é saudável. “É comum ver gente fazendo um esforço fenomenal para atingir determinado objetivo e não conseguir manter o que foi conquistado depois. A mudança deve ser gradual”, orienta o personal trainer e fisiologista Givanildo Matias, diretor da rede Test Trainer, de São Paulo.

3. Correr de moletom para queimar mais calorias não adianta nada. Você não queima gordura, apenas perde líquido. O excesso de roupa só prejudica a malhação, já que traz desconforto em função da alta temperatura, tornando o treino menos eficiente. “Perder líquido em excesso durante o treino é submeter-se às consequências da desidratação e ainda não obter o resultado esperado”, diz o treinador da Run for Win.

4. Correr na esteira não é correr. “É praticamente saltar no lugar, com a esteira rodando sob os pés. Correr significa empurrar o peso do seu corpo para frente. E para isso os músculos da parte posterior da coxa e glúteos fazem um grande esforço”, diz o personal trainer Carlos Klein, da equipe Movimente-se, de São Paulo. Segundo ele, na esteira isso não acontece, pois o equipamento faz o trabalho de empurrar o pé para trás, economizando energia para os músculos. “Se quer realmente correr, vá para a rua, o parque ou a praia”, sugere.

5. Aquecimento na esteira não prepara o corpo para o treino de musculação. De acordo com Klein, o ideal é fazer um alongamento dinâmico, com movimentos semelhantes aos da ioga, que aquecem, aumentam a flexibilidade e deixam o corpo preparado para pegar pesado.

6. Treinos de musculação não deixam a mulher com corpo de fisiculturista. “Ouço muita garota dizer que não treina musculação porque não quer ficar forte igual a um homem. Isso não vai acontecer, a não ser que você queira. Os treinos de musculação podem ter vários objetivos e são montados levando em conta diversas variáveis como intensidade, quantidade de repetições, velocidade das repetições, número de séries, tempo de intervalo entre as séries e quantidade de exercícios para determinada musculatura”, explica o treinador Carlos Henrique Augusto.

7. Sim, o final de semana pode estragar tudo. Para o treinador Givanildo Matias, os sábados e domingos costumam ser os vilões dos bons resultados. “As pessoas acabam aumentando o consumo de calorias com pizza, churrasco, bebida, doces, massas, além de diminuir o gasto calórico“.


8. Não, abdominais não diminuem barriga. Esses exercícios, ainda que realizados com ajuda das “máquinas milagrosas”, mobilizam, no momento do exercício, a musculatura do abdome e não a gordura localizada. “Se você espera ter uma barriga chapada, faça exercícios gerais de musculação (abdominais também) e não esqueça os aeróbios, como corrida e caminhada”, diz o treinador Carlos Henrique Augusto.

9. Para queimar gordura o treino precisa ter intensidade. “Pode caminhar o quanto quiser ou até correr longas distâncias, mas o método mais eficiente para queimar gordura é acelerar o ritmo e chegar perto da exaustão, em pequenos intervalos de muita intensidade”, diz o personal da Movimente-se.



10. Correr de tênis não necessariamente minimiza o impacto nas articulações. “O calçado de corrida pode muitas vezes provoca um tipo de pisada com o calcanhar que acaba gerando mais impacto no corpo. Muita gente tem experimentado a correr descalço ou com calçados minimalistas, do tipo Five Fingers, que levam a uma pisada frontal, menos impactante ao corpo”, explica o personal Carlos Klein.

11. Disciplina é fundamental para ter resultados. A atividade física deve estar inserida na agenda de quem realmente busca resposta aos exercícios. “Durante a semana vários obstáculos aparecem, mas você nunca deve perder o foco. Comprometa-se com o que pode cumprir e siga a risca”, sugere o diretor da Test Trainer.

12. É preciso mudar o estilo de vida e mexer na causa do problema. Quem realmente pretende ter uma vida saudável e um bom resultado estético não pode se limitar apenas ao momento da atividade física. “Algumas pessoas saem da academia e têm coragem de pegar um elevador para subir apenas um lance de escada ou tirar o carro da garagem para ir à esquina comprar pão. Mexa-se e cuide-se o dia todo”, orienta Matias.

Fonte: Ig Saúde